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Calendário de vacinação infantil: vacinas do bebê por idade e quando aplicar

8 de agosto de 2026 · 9 min de leitura · Por Dra. Patrícia Portela

Mãe vacinando o bebê no consultório, calendário de vacinação infantil em dia
Vacinação do bebê em dia protege a criança e a comunidade.

O calendário de vacinação infantil organiza quais vacinas seu bebê recebe em cada idade e quando aplicar cada dose, do nascimento aos 6 anos. Este conteudo e informativo e nao substitui a consulta medica. No Brasil, o Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, oferece vacinas gratuitas nas Unidades Básicas de Saúde. O Cartão de Vacinas é entregue ao nascer e deve acompanhar todas as aplicações.

No consultório, em Fortaleza, oriento famílias a seguirem o PNI e, quando fizer sentido, considerar opções da rede privada recomendadas por SBIm e SBP. Minha função é alinhar proteção, segurança e logística da sua família, sempre com base em evidência.

O que o calendário de vacinação infantil cobre e qual a orientação inicial?

Este guia explica o calendário de vacinação infantil do nascimento aos 6 anos, com base no PNI e nas recomendações da SBP e da SBIm. Indico o que é oferecido no SUS e o que existe na rede privada. Este conteudo e informativo e nao substitui a consulta medica.

O Cartão de Vacinas acompanha seu filho desde a maternidade. Segundo o Ministério da Saúde, as vacinas do PNI estão disponíveis nas UBS. No consultório, em Fortaleza, reviso o cartão, organizo prazos e esclareço dúvidas sobre diferenças entre PNI e rede privada. Para gestantes, a consulta pré-natal com pediatra ajuda a planejar as primeiras doses.

Resumo das vacinas por idade: PNI e opções particulares, propósito e reações esperadas

IdadeVacinas (PNI e particulares)Para que serveReação esperada
Ao nascerBCG, Hepatite BTuberculose grave, hepatites B e DBCG com reação local e cicatriz; hepatite B com dor local, febre baixa ocasional
2 mesesPenta, VIP, VORH, VPC10; privadas: VPC13-15-20, rotavírus pentavalenteDifteria, tétano, coqueluche, Hib, hepatite B, pólio, rotavírus, pneumococosDor e vermelhidão local, irritabilidade, febrícula
3 mesesMeningocócica C; privada: ACWYMeningite e sepse por meningococoRubor e dor local, febre baixa
4 mesesPenta, VIP, VORH, VPC10Reforço de proteção iniciada aos 2 mesesDor local, sonolência, irritabilidade
5 mesesMeningocócica CReforço contra meningococo CDor local, febre baixa
6 mesesPenta, VIP; PNI: influenza em temporada, COVID-19 conforme calendário vigenteDifteria, tétano, coqueluche, Hib, hepatite B, pólio, gripe, COVID-19Dor local, irritabilidade, febrícula
7 mesesInfluenza 2a dose, COVID-19 quando aplicávelCompletar resposta contra gripe e COVID-19Dor local, mal-estar leve
9 mesesFebre amarela em áreas de riscoPrevenção da febre amarelaDor local, febre baixa
12 mesesSCR, VPC10 reforço, Meningocócica C reforço; privadas: Varicela 1a dose e Hepatite A 1a doseSarampo, caxumba, rubéola, pneumococos, meningococo C, catapora, hepatite ADor local, febre baixa, rash leve com varicela
15 mesesDTP reforço, Poliomielite reforço, SCRV (PNI), Hepatite A dose unica (PNI)Manter proteção contra difteria, tétano, coqueluche e pólio, varicela e hepatite ADor local, irritabilidade, febrícula
4 a 6 anosDTP reforço, Poliomielite reforço, SCR 2a dose; privadas: opção SCRVReforços de longo prazo e segunda dose de SCRDor local, febre baixa
ObservaçõesRotavírus com limite etário por doseRespeitar janelas e idades máximasConsultar o pediatra em caso de atraso para ajustar esquema

Quais vacinas o bebê recebe ao nascer e por que elas são importantes?

Ao nascer, o bebê recebe BCG e hepatite B. A BCG protege contra formas graves de tuberculose, como meningite tuberculosa. A hepatite B reduz o risco de infecção crônica e complicações futuras. Quando possível, ambas são aplicadas nas primeiras 12 horas de vida, ainda na maternidade.

A BCG é dose única e pode ser aplicada até 5 anos, mas quanto mais cedo, melhor para proteção coletiva. A reação típica da BCG é local e evolui com uma pequena cicatriz. Febre é rara. A vacina de hepatite B pode causar dor e vermelhidão no local e, às vezes, febre baixa. Ministério da Saúde e SBP respaldam esse início precoce.

O que o bebê recebe aos 2, 4 e 6 meses e o que cada vacina previne?

Nesses meses, o bebê recebe Penta, VIP, rotavírus e pneumocócica, que protegem contra difteria, tétano, coqueluche, Hib, hepatite B, pólio, diarreia por rotavírus e doenças por pneumococos. Reações leves como dor local, irritabilidade e febrícula são esperadas e passam em 1 a 2 dias.

A Penta reúne DTP, Hib e hepatite B. A VIP é inativada, não causa pólio. A VORH do PNI é monovalente em duas doses, com janela rigorosa: a primeira entre 1 mês e 15 dias e 3 meses e 7 dias; a segunda até 7 meses e 29 dias. Na rede privada, a SBIm indica vacina pentavalente de rotavírus em três doses. A pneumocócica do PNI é VPC10, enquanto VPC13, VPC15 ou VPC20 na rede privada ampliam a cobertura de sorotipos.

E aos 9, 12, 15 meses e os reforços: o que devo acompanhar?

Aos 9 meses, a febre amarela é indicada em áreas de risco. Aos 12 meses, entram a primeira dose de SCR e os reforços de pneumocócica e meningocócica C. Aos 15 meses, há reforços de DTP e poliomielite e a varicela, que no PNI é aplicada como tetraviral (SCRV). Entre 4 e 6 anos ocorrem novos reforços de DTP, pólio e SCR.

A função dos reforços é manter a proteção por mais tempo, quando a imunidade tende a cair. O PNI oferece hepatite A como dose única entre 15 meses e 5 anos. A SBP e a SBIm recomendam duas doses, aos 12 e 18 meses. Em rede privada, há também opções como meningocócica ACWY e esquemas pneumocócicos ampliados. Converse sobre o melhor para o seu filho.

As vacinas do SUS oferecem proteção adequada ou preciso de doses particulares?

As vacinas do PNI protegem contra as principais doenças e são a base do calendário. Em alguns cenários, opções privadas ampliam o espectro, como pneumocócicas com mais sorotipos, meningocócica ACWY e rotavírus pentavalente. A decisão é individual, considerando riscos, histórico e disponibilidade.

No consultório, comparo o que o PNI já garante e o que a SBIm recomenda como complemento. Por exemplo: o PNI usa VPC10, enquanto a rede privada oferece VPC13, VPC15 e VPC20. Para meningite, o PNI usa a C conjugada e a SBIm recomenda ACWY. Para pólio, a SBIm prefere VIP em todos os reforços.

Quais reações são comuns após a vacina e quando devo me preocupar?

Reações comuns incluem dor e vermelhidão no local, febre baixa, irritabilidade, sonolência e apetite reduzido. Essas respostas costumam ser leves e duram um a dois dias. Compressa fria local, roupas leves, líquidos e conforto ajudam. Veja a lista de sinais de alerta abaixo e procure atendimento se necessário.

Por vacina: hepatite B pode dar dor local e febre baixa; pneumocócica costuma causar dor, inchaço e sonolência; meningocócica C pode gerar febre e irritabilidade; DTPa pode dar dor e febre; varicela pode causar pequenas lesões e febre baixa; rotavírus pode cursar com fezes mais frequentes por alguns dias. Em caso de dúvida, fale com o pediatra.

  • Nao adiar uma vacina por receio sem conversar antes com o pediatra
  • Nao oferecer medicamentos preventivamente sem orientacao medica
  • Nao comparar diretamente vacinas diferentes apenas por nome, sem orientacao profissional
  • Nao deixar de registrar as vacinas no Cartao de Vacinas
  • Nao ignorar sinais persistentes ou sintomas graves apos a aplicacao

Vacinar é um gesto de cuidado que protege seu filho e toda a comunidade. Se você tiver dúvidas sobre prazos, diferenças entre PNI e rede privada, ou reações pós-vacina, vamos conversar. Atendo no consultório e em domicílio, com calma e orientação baseada em evidência. Fale no WhatsApp para agendar: (85) 99613-5426. Se você está gestante, conheça a [consulta pré-natal com pediatra](/consulta-pre-natal-pediatra-fortaleza/). Também realizo [atendimento domiciliar em Fortaleza](/pediatra-atendimento-domiciliar-fortaleza/). E para seguir o desenvolvimento do seu bebê, leia nosso guia de [puericultura no primeiro ano](/blog/puericultura-acompanhamento-bebe-primeiro-ano/). Assinatura: Dra. Patrícia Portela, CRM-CE 17517, RQE 16564. Este conteudo e informativo e nao substitui a consulta medica.

Perguntas frequentes

Meu bebê precisa tomar todas essas vacinas?

Sim. O calendário do PNI traz vacinas essenciais para prevenir doenças graves. Algumas opções da rede privada ampliam a cobertura, como pneumocócicas com mais sorotipos e meningocócica ACWY. No consultório, avaliamos riscos, histórico e logística da sua família para decidir, juntos, o melhor caminho.

A vacina pode causar a doença que ela previne?

Vacinas inativadas, como VIP e hepatite B, não causam a doença. As de vírus atenuado, como SCR e varicela, podem provocar sintomas leves, mas não a forma grave em crianças saudáveis. Esse é o entendimento do PNI, da SBP e de sociedades internacionais de imunização.

Quais reações são normais e o que fazer para aliviar?

Dor e vermelhidão no local, febre baixa, irritabilidade e sonolência são comuns e duram 1 a 2 dias. Compressas frias, roupas leves e hidratação ajudam. Evite medicar por conta própria. Se houver dúvida sobre analgésico ou antitérmico, fale com o pediatra para orientação segura.

Posso dar remédio para febre antes de vacinar o bebê?

Não recomendo medicar de forma preventiva. A decisão sobre usar analgésico ou antitérmico deve ser individual, após a vacinação e conforme os sintomas. O pediatra orienta a conduta adequada. Em geral, medidas simples de conforto resolvem as reações leves mais frequentes.

Se eu atrasar uma dose, preciso recomeçar o esquema?

Na maioria dos casos, não é preciso recomeçar. O esquema é completado respeitando intervalos mínimos. Leve o Cartão de Vacinas e converse com o pediatra. Ele ajusta as datas, seguindo o PNI e, quando indicado, as recomendações da SBIm para recuperar a proteção com segurança.

Quando devo levar meu filho ao pediatra após a vacinação?

Procure avaliação se houver febre alta que não melhora em 72 horas, sinais de reação alérgica, convulsão, sonolência excessiva, vômitos repetidos ou sintomas que pioram nas 24 a 48 horas. Para reações leves, você pode usar medidas de conforto e observar. Persistindo a dúvida, fale comigo.

Referências

  • Ministério da Saúde - Programa Nacional de Imunizações (PNI) - gov.br
  • Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) - sbp.com.br
  • Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) - sbim.org.br
  • MSD Manuals - Versão Saúde para a Família - msdmanuals.com

Por Dra. Patrícia Portela - Médica Pediatra · CRM-CE 17517 / RQE 16564. Conteúdo informativo, não substitui a consulta. Atualizado em 8 de agosto de 2026.

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